quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A biossegurança no consultório odontológico

Em toda atividade odontológica, tão importante quanto o aprimoramento técnico e científico é a conscientização dos riscos de contaminação durante o atendimento odontológico. A cada dia, pesquisas vêm demonstrando que, em todos os instrumentos odontológicos, dos mais simples aos mais sofisticados, esconde-se um universo de microrganismos patogênicos (BUHTZ, 1995; FERREIRA, 1995).(contra angulo dental)
O consultório odontológico é um ambiente altamente contaminado, seja por bactérias vindas da boca do paciente, pelas mãos dos cirurgiões-dentistas e assistentes, por gotículas eliminadas durante os procedimentos, pelo aerossol contaminante ou pelos instrumentos e equipamentos contaminados. É  uma atividade que expõe os pacientes, a equipe, o próprio cirurgião-dentista e indiretamente seus familiares às mais diversas doenças infecciosas.
Segundo as estatísticas da Organização Mundial de Saúde, ¼ dos pacientes que vão aos consultórios levam consigo inúmeras doenças que podem ser transmitidas a outros pacientes ou ao dentista e sua equipe. Isso faz com que os profissionais de odontologia ocupem o 3° lugar entre os profissionais infectados. Dentre as doenças encontramos a catapora, conjuntivite herpética, herpes simples, herpes zoster, mononucleose infecciosa, sarampo, rubéola, pneumonia, papilomavírus humano, HIV, tuberculose, além das hepatites tipo C e B, as quais os dentistas são respectivamente, 13 e 6 vezes mais suscetíveis de contrair.
Seja para evitar a contaminação do profissional ou a contaminação do paciente,  a biossegurança nos consultórios odontológicos é mais valorizada a cada dia. Biossegurança “é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento, tecnologia e prestação de serviço visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados” [CTbio/FIOCRUZ], e  Biossegurança Odontológica, mais precisamente, é o conjunto de medidas criadas para evitar a contaminação no ambiente odontológico.
Segundo a Dra Lusiane Camilo Borges, 70% das doenças adquiridas pela equipe odontológica são advindas da boca do paciente e normalmente pelas vias aéreas por meio da dispersão do aerossol. A maioria dos dentistas desconhece que, para se infectar ou transmitir infecção para alguém, não é preciso necessariamente o contato sangue-sangue. A inspiração do ar contaminado (aerossol) ou o contato saliva-sangue faz com que ocorra a propagação da contaminação. Na clínica odontológica, a infecção cruzada, que é a transmissão de microorganismos de pessoa a pessoa (paciente-profissional, paciente-paciente e profissional-profissional) através de contaminação aérea, de objetos ou instrumentos contaminados é dada através de 3 veículos (sangue, saliva e instrumental contaminado) e 2 vias de contaminação: Inalação (spray de aerossol das turbinas) e Inoculação (pérfuro-cortantes).
Há anos existem recomendações para a melhoria da biossegurança nos consultórios, mas parte dos profissionais ainda se mostra resistente à adoção de medidas de controle de infecção. Depois do aparecimento da AIDS, no início da década de 80, as comunidades de saúde foram alertadas para o real perigo da transmissão ocupacional de doenças infecciosas, iniciando-se um forte movimento para adoção de um programa para controle de infecção cruzada nos serviços de saúde, visando reduzir os riscos tanto para profissionais quanto para pacientes (RUNNELLS, 1988).
A contaminação cruzada ocorre de maneira simples, basta observar os movimentos de um cirurgião dentista durante um procedimento. O profissional pode ter se preocupado com a esterilização e disposição dos instrumentais, lavado as mãos corretamente e colocado as luvas. Porém, um simples reposicionamento do equipo ou do refletor, ou um material retirado da gaveta, ou a uso de materiais que não sofrem autoclavagem, já é suficiente para a contaminação dessas partes. Além disso, o aerosol é capaz de contaminar todas as superfícies expostas na sala.
No caso do paciente ser portador de uma doença infecciosa, todo o consultório, bem como a equipe torna-se contaminados pela microbiota normal do paciente e também pelo agente etiológico da doença que o acomete. Os pacientes podem albergar agentes etiológicos de determinada doença, mesmo sem apresentar os sintomas clínicos ou mesmo sem desenvolver a doença em questão. Uma cadeia potencial de infecção cruzada, de um paciente para outro foi estabelecida, através da contaminação de instrumentos e do pessoal odontológico, pelos microrganismos procedentes do primeiro paciente. Assim, antes do atendimento ao novo paciente, medidas efetivas devem ser tomadas para impedir a cadeia de infecção cruzada . (JORGE, 1998).
Para auxiliar os profissionais na difícil tarefa de deter as infecções dentro do consultório odontológico e impedir que o mesmo venha a descobrir mais tarde que colocou sua vida, dos pacientes, de sua equipe e até mesmo de seus familiares em risco, a Dabi Atlante detém exclusividade nas linhas de Consultório, de Profi, de Peças de Mão, e agora também na família de Cicatrizadores PROSS, com B-SAFE, a nanotecnologia bactericida para equipamentos odontológicos.(instrumentos rotatorios odontologicos)

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